Há alguns dias, na sala de aula, o professor de sociologia, Izildo Correa, deu-nos a oportunidade de assistir o documentário Lugar de Toda Pobreza (1983) de Amylton de Almeida, gravado, na época, no lixão de São Pedro, bairro da capital do estado do Espírito Santo, Vitória. Em que narra à história de diversas famílias que moram no terreno onde a prefeitura despejava o lixo da cidade e, o mais terrível é que essas pessoas dependem destes restos para sobreviverem.
Imaginem só as cenas que o filme mostra! Uma mais triste que as outras. Deparei-me com o desespero - animal – do ser humano por algo que minimize seu sofrimento e um “vazio” - nesse caso o vazio da barriga. Neste instante, lembrei-me de mais uma herança africana herdada pelo povo brasileiro: a fome. Sei que não é só no grande continente africano que existem pessoas padecendo por seu alimento diário, mas digo isso porque há tantos outros elementos sociais e culturais que nos assemelham muito com eles. Na minha cabeça jovem e simples – ás vezes ingênua – não consegue entender porque um país rico em recursos naturais pode deixar tantos irmãos sem ter o que comer.
Podemos pensar: “Mas o filme foi gravado em 1983. Eles ainda estavam sob o regime da ditadura, na época a economia não tinha essa estabilidade que tem hoje”. Sim! Mas mesmo com a economia estabilizada e com avanços em projetos sociais para a população pobre do País, ainda existe pessoas passando fome. O diretor José Padilha em seu recente documentário – Garapa (2008) - abordou este mesmo tema. Ainda não vi, mas pelo o que li a respeito possui as mesmas cenas chocantes que nos faz refletir o quanto vale a vida do ser humano.
Se perguntarem o porquê desta situação irão formular as várias possíveis causas, e uma delas é a tremenda desigualdade social – e também racial, por que não? – que existe no Brasil desde seu descobrimento e que foi se agravando ao longo dos séculos. Podemos culpar os políticos que governam e já governaram do Brasil. É até óbvio! Mas, será que também não temos uma parcela de culpa, mesmo que pequena. Estou fazendo esta reflexão.
Imaginem só as cenas que o filme mostra! Uma mais triste que as outras. Deparei-me com o desespero - animal – do ser humano por algo que minimize seu sofrimento e um “vazio” - nesse caso o vazio da barriga. Neste instante, lembrei-me de mais uma herança africana herdada pelo povo brasileiro: a fome. Sei que não é só no grande continente africano que existem pessoas padecendo por seu alimento diário, mas digo isso porque há tantos outros elementos sociais e culturais que nos assemelham muito com eles. Na minha cabeça jovem e simples – ás vezes ingênua – não consegue entender porque um país rico em recursos naturais pode deixar tantos irmãos sem ter o que comer.
Podemos pensar: “Mas o filme foi gravado em 1983. Eles ainda estavam sob o regime da ditadura, na época a economia não tinha essa estabilidade que tem hoje”. Sim! Mas mesmo com a economia estabilizada e com avanços em projetos sociais para a população pobre do País, ainda existe pessoas passando fome. O diretor José Padilha em seu recente documentário – Garapa (2008) - abordou este mesmo tema. Ainda não vi, mas pelo o que li a respeito possui as mesmas cenas chocantes que nos faz refletir o quanto vale a vida do ser humano.
Se perguntarem o porquê desta situação irão formular as várias possíveis causas, e uma delas é a tremenda desigualdade social – e também racial, por que não? – que existe no Brasil desde seu descobrimento e que foi se agravando ao longo dos séculos. Podemos culpar os políticos que governam e já governaram do Brasil. É até óbvio! Mas, será que também não temos uma parcela de culpa, mesmo que pequena. Estou fazendo esta reflexão.

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