



Um dia escrevendo para ela me dei conta de como a vida é uma caixa surpresa. Em que qualquer momento, pode ser de dia ou de noite; no mês que vem ou na próxima semana; se daqui umas horas ou no minuto seguinte, independente da marcação do tempo somos surpreendido.
É verdade que existem surpresas desagradáveis, mas é engraçado quando no recordamos de algumas delas que nos remete as coisas boas que experimentamos. A nossa cara de espanto não entendendo muito bem o que acontece ou não acreditando que aquilo realmente aconteceu. Como quando menino, ganhamos aquele presente que tanto sonhávamos; ou quando aprendemos a andar de bicicleta; ou quando tiramos nota máxima nas disciplinas mais chatas da escola; ou quando ganhamos à primeira partida de Imagem e Ação; ou ainda, quando passamos no vestibular mais concorrido, e principalmente, do dia que ela disse sim.
- Não acredito! ... (risos, e mais risos).
Uma emoção que parece que vamos explodir. Comemoramos como se fosse um gol em final de campeonato. O frio na barriga, a falta de palavras e por aí vai, as sensações são as mais variadas.
- (risos) ... É engraçado!
O bom disso tudo é quando conseguimos manter a essência desta sensação de surpresa por toda a nossa vida. Esta alegria cativada pelo inesperado que muitas vezes é inacreditável. É mais ou menos assim...
Fique atento! A qualquer momento você pode se surpreender.
Vivemos em tempos de correria. Corremos para chegar no horário ao trabalho; Ficamos sempre lutando contra o tempo para dar conta de todos a fazeres da empresa; fechar o relatório no fim do dia e mostrar resultados para seu chefe e etc. E numa época que o mercado está cada vez mais competitivo, saímos da nossa labuta e corremos para os cursinhos pré-vestibulares, para as faculdades, cursos profissionalizantes e por ai vai. São vastas as opções para você – tentar – se manter atualizado. Em meio toda essa correria diária não nos atentamos para uma coisa fundamental: a alimentação.
Para não perdermos tempo, beliscamos uma coisinha aqui outra ali. Fazermos um lanchinho na cantina ou no terminal de ônibus - sorte daqueles que conseguem parar pelo menos para o almoço. Só vamos comer de verdade mesmo à noite quando chegamos em casa – diga se de passagem, algo mais saudável. No entanto, é nessa alimentação “vapt vupt” que mora o perigo.
Por causa dela passei dois dias reinando sobre o troninho do banheiro de casa. Fiquei com uma cólica intestinal terrível. Só Jesus sabe como eu suava. O remédio que tomava não fazia efeito, o médico orientou esperar passar e se hidratar. Então, fiquei 48 horas na água de coco, sopinha e com o jornal de baixo do braço. Coisas da vida!
FLOR AMARELA
Minha flor de campo
Onde muitas nasceram e murcharam
Mas só aquela pequenina e amarela
Vinda de longe
Continua sua beleza a mostrar
Seja no outono ou na primavera
No verão ou no inverno
Lá está ela
Delicada e bela
A Flor Amarela
QUEM ME DERA
Quem me dera
Poder te levar aos quatros cantos
Sentir os quatros ventos
E conhecer a melhor maneira de viver
Quem me dera
Sonhar seu sonho
Desejar seu desejo
E ter o presente para te dar
Quem me dera
Ter um pouco mais
Para dá-te tudo que merece
E admirar teu sorriso
Quem me dera
Conhecer todas as palavras do dicionário
Todos os segredos da língua
E escrever no papel uma poesia
Quem me dera
Estar aí do seu lado
Poder te dar um abraço
Viajar na doçura dos teus beijos e te amar
Quem me dera... Ter você aqui!
O que me resta...
O que me resta...
Ir para casa viver meu universo, meu mundo.
Onde o ator principal e o coadjuvante são os mesmos:
Eu... (só como Jó).
Como Abraão que saiu de sua terra,
Vim conhecer outro mundo.
Sinto falta do meu,
Onde cresci, corri e brinquei...
Agora são somente memórias
O que me resta...
Ir para casa deitar na minha cama
E viajar nas minhas lembranças:
Do carinho da mãe, da piada do irmão,
Das pessoas que abracei, das vezes que sorri,
Até das vezes que chorei
E daquela que escolhi
É o anestésico para eu dormir...